16 setembro 2014

"Ela é"
Ela é teimosa, cheia de marra, menina mulher que ama e se atrapalha.
Desajeitada por natureza, mas encanta onde passa, quando ama se entrega, beija e abraça.
Uns chamam de metida, quem conhece sabe que é querida, marrenta e ciumenta, meiga e carinhosa.
Se doa demais, ama demais, demonstra demais por isso quase sempre é pisada.
Fica sem chão sem saber por onde ir, da carinho e amor, pode chorar mas sempre vai sorrir.
Ela é forte mas as vezes desaba, sofre em silêncio mas não se faz de coitada.
Ainda vai aprender muito com a vida, vai cair e levantar, sorrir e chorar, vai dar adeus, mas também vai chegar.
As vezes orgulhosa, tímida e braba, mas quando tem amor e carinho nada abala.
Nada impede ela de viver e tentar, sorriso perfeito, por onde passa todos gostam, algumas tem inveja e tentam derrubar, mas o mau olhado ela ignora e por cima ela passa.
Mesmo ferida sempre está sorrindo, descobrindo amizades ela sabe como chegar.
Ela é sensual e sexy, mas gosta de ser largada e não liga pro que falam.
Ela tem vergonha, mas sabe ser safada, entre quatro paredes ela é outra pessoa.
Ela sabe ser legal, mas mexe com ela que você vai conhecer o seu lado mal.
Ela é menina, e mulher, é boa namorada e boa amiga, é boa conselheira e sabe guardar segredos.
Ela atrai amigos, e não liga pra inimigas, ela atrai amor mas também atrai brigas.
Ela é diferente e não gosta de ser normal, louca e brincalhona ela é a mulher ideal.
Ela não muda por ninguém, mas melhora por quem ama, ninguém faz ela de tapete, ela é boa de cama.
Ela é boa no que faz, ela é simples e mimada. Ela deixa qualquer um perdido mas também gosta de ser amada...

01 abril 2014

Simplesmente mudei

Me dei, me dei, mudei.
E você, o quê? Fiz tudo, te dei o meu mundo. E você o quê? Joguei, lutei, arrisquei, amei! Gostei, um amor maior: impossível. E você o quê? Ultrapassei meu íntimo. Fechei meus olhos, os olhos da alma. Decidi ignorar meus padrões. Ocultei minhas raivas, algumas vezes não deu, disfarcei meus ciúmes, amaciei minhas mágoas. Sua voz me tranquilizava. Fiz como pude e como não pude. Do seu jeito fui levando, algumas vezes amor próprio me faltou, mas eu só queria seu amor. Por inúmeras vezes te amava mais do que o tudo. E pergunto: E você? O quê? Armei sua lona, fiz seu circo , pintei seu mundo. Fiz de você meu primeiro. Usei suas cores, anulei as minhas. Aceitei suas verdades intactas, anulei as minhas. E você amor? O quê? O quê você fez? Despedacei meu ego, levantei nossa bandeira. Me julguei egoísta, fui contra a seu favor. Chorei, chorei, chorei até faltar vazio em mim. Fui no fundo, no profundo do meu âmago. Pra merecer teus carinhos, teu sorriso, tua atenção, teu apreço. Pra me sentir mulher, me fiz criança. Fiz pirraça, cena, novela. Decorei um texto pra nada dar errado. Abri a mente, fiz preces, fantasiei um mundo. Amei teu corpo, teu jeito, teu cheiro, tua sombra, abri meu peito acreditei na gente. Desconfiei muito, mas confiei demais. E você amor? O quê? Ouviu minha canção? Abriu o peito? Cortou seus cabelos? Trocou de canal? Falou “aquela” frase? Fez planos pra mim? Escolheu um filme pra nós dois? Foi minha companhia para todos os momentos? Foi a um show? Usou “aquela” blusa? Amou-me de verdade? Pensou em mim? No que construímos? No que alcançamos? Tudo um dia tem fim. Tudo na vida tem volta. Tranquilo você pode ficar, riscos de amar sem ser amado, você não há de correr não. Amor de verdade você não sabe diferenciar. Dizer que vou ser feliz agora? Quem sabe? Dizer que você vai se dar bem? Tomara! Aprendizados são pra vida toda, mas amor unilateral na vida da gente uma só vez é suficiente.