Pode não ser uma parte boa da minha vida, assistindo de fora. Mas não consigo sentir isso justamente porque não é tempo de sentir muita coisa. São apenas experiências com o estoicismo, fora isso, como eu disse, estou legal. Não perca tempo com preocupações ou sentindo saudades. Saudade é um amor que chegou atrasado após dormir demais.
30 agosto 2011
25 agosto 2011
Com pequenos beijinhos e mordiscadas virando e desvirando seu corpo, virando e revirando seus olhos, convenço que os maiores amores se acertam nos erros, quando a loucura e a entrega vencem a resistência e o medo de alguma forma. Começo num beijo no canto da boca, aqueles que cabe a você decidir se acaba, ou prossegue, tá? Então, vamos? Pega na minha mão, entra no meu carro, sobe na minha garupa. Te mostro o quanto dá pra amar no caminho.
23 agosto 2011
18 agosto 2011
Eu te deixo hematomas, você me deixa cicatrizes, essas feridas, sinais vermelhos em comum. Meu tronco pedindo passagem, suas coxas nem cobrando pedágio. Lá vou eu, outra vez, lamentar do preço da carne nas esquinas, depois.
Não quero voltar. Só preciso. Te dizer que não pode ser desse jeito. Fazer tudo por você e nada por mim. Prometo ficar na porta, as paredes da sala de estar já ardem em fogo, eu sei. Vou prender a respiração. Se eu inspirar seu cheiro de poros morenos, cigarro e creme de pentear nada vai dar certo. Juro, dessa vez, me despedir antes da meia-noite e não na companhia do pio errante dos pássaros e a luz arrependida de mais uma manhã. Não adianta me atender seminua com a franja cruzando a testa em tranversal, os olhos azul-pálido, sua magreza recheada em partes cruciais do seu corpo, a carinha de "papai foi trabalhar". Não vai ser como da última. Não vai.
Vou tapar as orelhas, pensando bem, não ouvir nada, meu amor, o estalo do beijo. Que eu não mudei nada, desde anteontem - debochada, caústica, atrevida demais. Você, atriz de rua e plateia, personagem fixa e principal, nas suas peças teatrais sempre me sobra o papelão, dramatização da dor, humilhação, autodesprezo no ato final.
Eu juro que não. Eu nego. Com a boca, digo não. Hoje, não. Negativo. Agora não. Não dá mais. Não pode ser. Não. Nem pensar. Não, eu disse. Porque não. Não, não e não. Repassando: não. Não, mas obrigado. Quando digo não é não. Ah, não.
Aí você abre a porta e tudo muda de figura.
Não quero voltar. Só preciso. Te dizer que não pode ser desse jeito. Fazer tudo por você e nada por mim. Prometo ficar na porta, as paredes da sala de estar já ardem em fogo, eu sei. Vou prender a respiração. Se eu inspirar seu cheiro de poros morenos, cigarro e creme de pentear nada vai dar certo. Juro, dessa vez, me despedir antes da meia-noite e não na companhia do pio errante dos pássaros e a luz arrependida de mais uma manhã. Não adianta me atender seminua com a franja cruzando a testa em tranversal, os olhos azul-pálido, sua magreza recheada em partes cruciais do seu corpo, a carinha de "papai foi trabalhar". Não vai ser como da última. Não vai.
Vou tapar as orelhas, pensando bem, não ouvir nada, meu amor, o estalo do beijo. Que eu não mudei nada, desde anteontem - debochada, caústica, atrevida demais. Você, atriz de rua e plateia, personagem fixa e principal, nas suas peças teatrais sempre me sobra o papelão, dramatização da dor, humilhação, autodesprezo no ato final.
Eu juro que não. Eu nego. Com a boca, digo não. Hoje, não. Negativo. Agora não. Não dá mais. Não pode ser. Não. Nem pensar. Não, eu disse. Porque não. Não, não e não. Repassando: não. Não, mas obrigado. Quando digo não é não. Ah, não.
Aí você abre a porta e tudo muda de figura.
16 agosto 2011
No instante que me iludo, é quando você me esquece. Quando volto à tona, você mergulha nos meus olhos. Se eu te roubo rosas vermelhas, você faz "bem-me-quer". Quando hesito, é quando você já está na estrada.
Se me perco no teu beijo, você fica tentando encontrar um caminho. Quando me encho de receio, você me diz estar pronta. Eu te ponho em xeque-mate, você me diz que cansou de jogar. Quando não quero me machucar, você me telefona no meio da noite.
Eu vejo o sol nascer no mar, você se preocupa em não molhar os pés. Quando eu não durmo, é quando você sonha loucuras sobre nós dois. Quando sinto teu gosto na minha boca, você pede economia nos clichês. Se não quero parecer patético, você se diz um poema apaixonado.
Eu quero parar o tempo, você procura seu relógio embaixo da cama. Quando me escondo, é quando você me quer em cima de você. Se apresso meu passo na sua direção, você engata a marcha ré. Quando reuno meus pedaços, você dá o coração para bater.
Eu deito no seu colo, você se preocupa em fechar a janela. Quando me poupo, é o instante que você se dá de graça. Se ando em alta velocidade, você conta os níqueis pro pedágio. Eu perco as chaves, você insinua mudar pro meu apartamento.
Um amor físico, fatídico, real, raro e patente. Um amor que nasceu, mas nunca viveu. Um amor que aconteceu, mas não foi ocupado. Daquelas comédias românticas que ninguém tem tempo de rir, pois já começa pelo final. Os amores mais bonitos são aqueles que nunca foram usados.
Gabito Nunes
12 agosto 2011
“Mas a gente só fica ali, nos sentindo velhos demais pra expor sentimentalidades e falar do que foi. Aí você estupra o silêncio e diz que foi chato o tempo de ficar ouvindo os outros falarem que mudei depois que dei fim àquilo que não tinha fim. Eu deixo escapar que foi bonita a história. Ainda lembro que o plano era provar pra todo mundo que amor perfeito não era só nome de flor.”
Gabito Nunes
Gabito Nunes
11 agosto 2011
"...Escuta, de uma vez, eu poderia dizer que voltamos à estaca zero, mas esta foi cravada no dia que a gente se encontrou. Depois de tirar um pouco os pés do chão, caímos juntos e abraçados num poço escuro e vazio e sem fim. Agora estamos no negativo, a gente simplesmente deve algo um pro outro. E nem vem, não adianta, quem ama o difícil, muito fácil lhe parece. Sei da sua indolência, mas quero tentar mesmo assim, porque já não dá mais pra passar um dia sem que minha história conte um pouco da sua. Cada vez que eu for até sua boca, é um degrau de subida, a gente já foi fundo, fundo demais, não há mais como cair. De agora em diante, o maior risco que a gente corre é ser feliz"
10 agosto 2011
“Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem.”
03 agosto 2011
“E a gente vai se olhar e rir de todo esse dramalhão, vou te chamar de bobo, você vai me chamar de besta e amanhã de manhã um outro sol, não mais tão quente e nem tão brilhoso quanto antes, vai nos convidar pra passear enroscados na calçada da mesma ruazinha apertada e sem graça de sempre, como sempre foi. E as pessoas vão perguntar se você voltou. E você vai dizer que nem foi.“
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