09 setembro 2011
Então, eu te olho e não entendo. Porque você me protege e acolhe dentro dessa linda bola de sabão e depois me belisca, chamando para a briga? Respiro e como em um passe de mágica, lá estou eu: confusa, tentando fazer as ligações, conectar fios, perto de um curto circuito assustador. Não sei o que há que não cola, não rola, desconecta, solta, separa. Seriam as tuas frases imperfeitas e a minha falta de paciência? Você é o meu presente ambíguo: cumplicidade e confusão. Um casal que anda de mãos dadas entre o felizes para sempre e monstrinhos internos roedores. Assim como Dona Clarice Lispector escreveu: “... Ambos estavam comprometidos. Ele com a sua natureza aprisionada. Ela com sua infância impossível.” E quando haverá um comprometimento de leveza e paz entre nós dois?
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